Um dos problemas que fizeram com que a economia dos Estados Unidos entrar em crise foi a especulação imobiliária. Aliás, um dos termômetros para verificar se a economia de um país está aquecida são as transações imobiliárias. No Brasil, a tal “bolha” está crescendo.
Segundo dados do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo), o aluguel de imóveis no interior do estado subiu absurdamente. Para se ter uma ideia, a variação dos alugueis em Campos do Jordão, Serra Negra e Águas de Lindóia vai de R$ 163,33 a R$ 2.250 (previsão para Julho/2011).
Na capital paulista, há uma crescente valorização imobiliária, que atinge não só áreas nobres da cidade, como os Jardins e a região da Av. Paulista, mas bairros próximos as periferias. Não há lançamentos imobiliários abaixo de R$ 3.000,00 o metro quadrado. Mesmo na Zona Leste, há um processo de “elitização”. O mesmo ocorre na Baixada Santista, onde são lançados novos empreendimentos que variam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil.
Esse movimento é justificado por dois fatores. Segundo Robert Shiller, professor do Departamento de Economia da Universidade Yale (EUA) a especulação dos investidores e o momento de pujança econômica explicam a supervalorização.
E, mesmo com iniciativas governamentais, como a criação do Programa Minha Casa, Minha Vida (que já está na segunda edição), o déficit habitacional continua alto.
Do jeito que as coisas vão, continuará por um bom tempo.


