O clássico dos desesperados: o futebol brasileiro na UTI

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Corinthians e Palmeiras fazem hoje, às 22 h, uma das mais dramáticas partidas da história do confronto. Quem perder ficará mais perto da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. Não é de hoje que clubes tradicionais brasileiros visitam a “zona da morte” e acabam sendo rebaixados. Só para lembrarmos de casos recentes: no final da década de 90, o Fluminense foi parar na Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. Só voltou à série A depois da ação do tapetão. O Botafogo e o próprio Palmeiras disputaram a Segunda Divisão em 2004. Voltaram por seus próprios méritos. O Grêmio jogou no ano passado na Segunda Divisão e hoje disputa com o São Paulo o título de campeão brasileiro. O Atlético Mineiro tem lotado o Mineirão rumo à sua volta a divisão de elite do futebol brasileiro. Bahia e Vitória, times tradicionalíssimos do futebol baiano, atualmente estão na Série C do Brasileirão.Os clubes não souberam se adaptar à Lei Pelé, que acabou com o passe dos jogadores, e agora penam para segurar seus jovens talentos. Os brasileiros estão indo cada vez mais cedo para a Europa. Isto representou uma perda de receita estrondosa para as equipes, que ainda sofrem com o preço alto dos atletas de ponta, que muitas vezes voltam em fim de carreira e exigem salários altos (além do direito de imagem e luvas) para vestir a camisa dos clubes. Isso sem contar as parcerias obscuras e as lambanças dos dirigentes de futebol, amadores demais para o futebol atual, cada vez mais corporativo.O que fazer para mudar esta situação? Implantar nos clubes uma gestão administrativa profissional, investir nas divisões de base, criar condições para que os jovens talentos não saíam tão cedo do Brasil, adaptar o calendário brasileiro ao europeu (pelo menos assim, espero eu, saberíamos a escalação do nosso time do começo ao fim do campeonato), sanear as contas dos clubes e investir em infra-estrutura seriam soluções que poderiam ajudar a tirar o futebol brasileiro da lama. Estas ações não são ingredientes de uma receita mágica para todos os males do futebol brasileiro. São apenas sugestões de um torcedor que ama o futebol de nosso país. É claro que para alguns times, como o Corinthians e o Flamengo, a solução é ainda mais complicada de ser encontrada. Pois dentro dos clubes existem muitas facções que defendem n interesses. Entretanto, estes interesses não atendem a principal carência desses clubes: a salvação da bancarrota.
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