Coleta seletiva em São Paulo: missão impossível?

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Segundo a Ciclosoft 2006, pesquisa realizada pelo Cempre – Compromisso Empresarial pela Reciclagem, uma entidade sem fins lucrativos mantida por empresas privadas (entre elas a Unilever, a Ambev e a Alcoa), a coleta seletiva de lixo cresceu 38% no Brasil no ano passado. Entretanto, apenas 6% (327) dos municípios brasileiros são atingidos. É pouco, mas mostra a preocupação de algumas cidades com o melhor aproveitamento dos detritos produzidos por sua população.

Ainda segundo esta pesquisa, das 327 cidades que têm programas de coleta seletiva, 85% (279) estão situadas nas regiões Sul e Sudeste do país. Uma dessas cidades é São Paulo. O programa de coleta seletiva foi implantado em 2003, durante a gestão de Marta Suplicy, e já atende 68 distritos da capital paulista. A prefeitura mantém convênios com 15 cooperativas de reciclagem, que se responsabilizam pela separação dos resíduos. Depois de prensados, eles são comercializados.

Segundo o jornalista José Carlos Pegorim, do Jornal Destak (distribuído gratuitamente na cidade), caso todos os paulistanos resolvam separar o lixo de uma hora para outra, haverá um colapso no sistema de coleta seletiva da capital. Isso porque das 16 mil toneladas de lixo domiciliar produzidas mensalmente na cidade, as cooperativas conseguem recolher apenas 3,7 toneladas. Se for levado em conta os detritos recolhidos pelas empresas especializadas e por ONG’s, o valor chega a 10% da produção de lixo mensal.

A demanda ainda pode crescer nos próximos anos, graças a programas de conscientização junto à população paulistana. Contudo, serão necessários investimentos para que o sistema de coleta seletiva se adapte a esse crescimento.

Fontes:

Coleta seletiva: menor que a cidade. Destak, São Paulo 12 fev. 2007. Coluna São Paulo. p.03

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2 comentários sobre “Coleta seletiva em São Paulo: missão impossível?

  1. Ce Franco

    É difícil ler isso sem ficar um pouco preocupado realmente, mas eu admiro muito o papel dessas multi nacionais em se preocupar com a gestão ambiental, mesmo que boa parte do lucro nãp seja devolvido a ela, mas sim a população. Infelizmente aqui nós vivemos em um lugar onde o único pedaço de terra que realmente tem valor é aquele que tem casa, asfalto e chão de cimento com uma escritura de porte, demais areas como rios, florestas não tem valor nenhum por não poderem ser ” comercializadas” ou exploradas. Acredito que que essas empresas, Unilever Ambev e demais, lucrariam mais nessa mão dupla, faturamento x meio ambiente, se resolvem investir na educação da população, coisa que nossos queridos políticos estão longe de pensar, e muito menos em fazer. Abraços e parabéns pelo Blog.Cesar.

  2. Sophia

    Olá Ricardo!!! Simplesmente amei o seu blog!!!! Cara, muito bom mesmo. Este post então sobre coleta seletiva. Sou muito ligada às questões ambientais. Obrigada pela força sobre o vestiba. Sobre as faculs que vc perguntou… não sou de sampa, então não vou prestar para nenhuma dessas. Vou prestar para UnB.Bjins

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