Contribuição Provisória ou Permanente?

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Como se já não bastassem todos os impostos que pagamos, o Governo Federal ainda quer aprovar a prorrogação da CPMF até 2011. A contribuição, criada para turbinar os recursos destinados à saúde, se tornou o amuleto da sorte dos dois últimos governos. A razão por tanta repercussão é óbvia: mensalmente, entram para o Erário R$ 40 bilhões, utilizados principalmente para a distribuição de renda (via programas sociais) e para garantir o equilíbrio das contas públicas.
Segundo o Blog do Josias, a situação terá problemas para a aprovação, já que parte dos senadores são contrários à manutenção da taxa de 0,38% até 2011. Eles defendem a redução da alíquota (seja ela gradual ou não). Essa demora pode causar prejuízos para o Governo, pois a vigência da CPMF atual vai até o dia 31 de dezembro.
Segundo o vice-presidente, a contribuição é necessária. As palavras dele são eloqüentes: “
Eu não concordo com a CPMF, mas o país precisa“. Talvez não fosse necessário se as reformas, tão apregoadas no oba-oba pós-eleição, tivessem sido levadas ao Congresso.
Enquanto isso, algumas entidades tentam fazer pressão para que a CPMF suma do mapa. Mas as ações contrárias à contribuição são tímidas e não mobilizam a população.
Eu, por exemplo, só fiquei sabendo do evento contra a CPMF realizado no dia 15 de outubro contra a CPMF porque fui ao cabeleireiro, que por sinal fica próximo ao Vale do Anhangabaú, e ouvi o pessoal do salão comentando.
Sinceramente, acredito que o “imposto do cheque” continuará por muitos anos em nossas vidas. A questão é: continuaremos pagando 0,38% ou pagaremos mais?
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