O poder da Informação…

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E quem disse que a mídia impressa estava com os dias contados? Segundo reportagem do portal Exame, o mercado de jornais nos países emergentes está em alta. Diferentemente dos mercados dos países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, em que jornais tradicionais, como o The New York Times, vão reduzindo cada vez mais a sua circulação impressa, nos países em desenvolvimento o cénário é outro. Impulsionados pelo aquecimento da economia, as classes baixas aos poucos vão adquirindo o hábito da leitura de períodicos. Conseqüentemente, os anunciantes, ávidos para atrair este novo consumidor, investem mais. No Brasil, estão em alta os jornais de apelo popular, com preços baixos (ou gratuitos, como no caso dos jornais Destak e Metro), com uma qualidade aceitável e uma boa circulação.

O Receptor de Idéias, tentando entender um pouco mais sobre este novo cenário, fez 8 perguntas a Fábio Santos – Diretor Editorial do Jornal Destak. Confira:

Receptor de Idéias: A informação se tornou uma commodity?
Fábio Santos: Faz tempo que a informação é uma commodity. Agora, porém, vivemos um novo momento. No lugar de commodity, que pressupõe sempre um produto com preço e negociável, a informação tornou-se um contexto. Explico-me: são tantas as fontes de informação, que é como se o leitor/espectador/consumidor estivesse imerso num contexto informacional. Cada vez menos, portanto, ele precisa pagar pela informação. Isso começou com o rádio (que sempre foi de graça), cresceu com a TV (idem), explodiu com a internet (que trouxe o modelo gratuito para o texto e para a foto) e se consolidou com os jornais gratuitos. Creio que, agora, a nova commodity (paga, portanto) seja a análise. As pessoas não se dispõem mais a pagar pela informação, apenas pelo aprofundamento e pela análise.
RI: Qual o número de tiragens diárias do jornal?
FS: 150 mil exemplares de 2ª a 6ª e 90 mil aos sábados. Segundo o Marplan, que mede audiência de veículos impressos, essa tiragem nos dá pouco menos de 500 mil leitores.
RI: O Brasil é um mercado atrativo para empresas de comunicação?
FS: Sim, considerando que o índice de leitura de jornais é muito baixo e que ainda há pouca competição no setor.
RI: De onde surgiu a idéia de criar um jornal gratuito com tanta qualidade como o Destak?
FS: Esse tipo de jornal já é um sucesso em vários países da Europa e nos EUA. NO Brasil, não havia nada parecido. A idéia, portanto, veio dessa oportunidade de mercado.
RI: Em quais regiões o jornal Destak é publicado?
FS: O Destak é publicado na cidade de São Paulo e nas principais cidades de Portugal, onde o jornal nasceu primeiramente.
RI: Além da credibilidade, qual outro fator vocês apontam como ponto forte do veículo de comunicação impressa em relação às novas formas de mídia surgidas nos últimos anos, como os blogs e fóruns de debates?
FS: O jornal é um meio impessoal, que busca seguir princípios universais, como pluralidade de visões, respeito aos fatos, objetividade e que tem compromisso com a qualidade das informações que publica. Blogs e fóruns são espaços para a exposição de pontos de vistas pessoais, não necessariamente plurais ou mesmo objetivos.
RI: De onde vem a receita para manter a estrutura do jornal?
FS: Da publicidade.
RI: O Destak tem alguma meta a ser alcançada nos próximos anos?
FS: Lançar edições nas principais cidades brasileiras.

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