Habilidades Políticas [6]

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E quando as coisas dão errado no nosso cotidiano, o que fazer? Ficar na defensiva? Tomar uma atitude evasiva? Arrumar explicações, justificativas, desculpas? Na última postagem sobre as habilidades políticas, o Receptor de Idéias apresenta exemplos de comportamentos defensivos. Apesar da importância da habilidade política no nosso cotidiano, resta uma pergunta ser respondida: será que é ético manipular pessoas para obter vantagens?
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COMPORTAMENTOS DEFENSIVOS

Na defesa dos interesses próprios, as pessoas por vezes acabam adotando comportamentos defensivos para evitar ações ou que sejam apontadas como culpadas por resultados negativos.
Em algumas situações, a melhor estratégia é evitar a ação. Entretanto, se faz necessário que o indivíduo pelo menos demonstre aos demais que está fazendo algo. As principais estratégias adotadas para se evitar a ação são:

  • Superconformação: Realizar uma interpretação estrita de suas responsabilidades. A adesão rígida a regras, procedimentos ou políticas evitam a necessidade de se analisar as peculiaridades de uma situação;
  • Transferência de responsabilidade: Transferir para outra pessoa a responsabilidade pela execução de uma tarefa ou a tomada de decisão;
  • Despersonalização: Passar a tratar as pessoas como objetos ou números, distanciando-se dos problemas e evitando o impacto dos eventos sobre elas;
  • Esticar e suavizar: Prolongar uma tarefa ao máximo e disfarçar a irregularidade do esforço ou nos resultados com o objetivo de parecer sempre ocupado e produtivo;
  • Protelação: Parecer razoavelmente apoiador publicamente, quando na verdade não se faz nada ou quase nada particularmente no desenvolvimento das atividades.

Para se evitar a culpa, podem ser utilizadas as seguintes táticas:

  • Formalização: Refere-se à pratica de documentar de maneira rigorosa as atividades para projetar uma imagem de competência e seriedade;
  • Segurança: Conjunto de táticas de visam evitar situações que poderão ter reflexos desfavoráveis sobre o indivíduo. Exemplo: só aceitar projetos com altas possibilidades de êxito;
  • Justificativas: Explicações que reduzem a responsabilidade da pessoa por resultados ruins e/ou pedir desculpas para demonstrar o arrependimento;
  • Bode expiatório: Transferir a culpa por um resultado insatisfatório para outra pessoa ou fator externo, que nem sempre está envolvido;
  • Falsificação da imagem: Envolve a manipulação de informações por meio de falsificações, distorções de resultados, apresentação seletiva e “maquiagem” dos dados.

A adoção dessas táticas podem, no curto prazo, satisfazer os interesses pessoais de quem as utiliza. Entretanto, se o indivíduo se valer desses artifícios constantemente poderá perder o apoio dos seus colegas, superiores, clientes e subalternos. Recorrer a essas técnicas de maneira moderada, contudo, é eficaz para a sobrevivência e o progresso na organização.
Para a organização, o comportamento defensivo tem um efeito nocivo, reduzindo a eficácia. Conforme explica Robbins (2002), no curto prazo esse tipo de comportamento atrasa as decisões, aumenta as tensões interpessoais e intergrupais, reduz o enfrentamento dos riscos, torna as avaliações e atribuições pouco confiáveis e restringem os esforços em direção as mudanças. No longo prazo, provoca um “engessamento” da organização, à alienação em relação ao ambiente da empresa, o desenvolvimento de uma cultura organizacional excessivamente politizada e um baixo moral entre os funcionários. Em outras palavras, cria-se um clima de “ilusão” e falsidade, onde cada um tenta se evidenciar por meio de conchavos, troca de favores e pressões.

Fontes de Pesquisa:
ROBBINS, S. P. Comportamento organizacional. São Paulo: Prentice Hall, 2002.

ROBBINS, S. P. Administração: perspectivas e mudanças. São Paulo: Saraiva, 2003.

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