Fim dos sonhos e as lições da copa

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Imagem; Reuters

Passados alguns dias da eliminação brasileira na Copa 2010, eis que é hora do Receptor de Idéias se manifestar a respeito. Nem é preciso dizer que eu, assim como todo brasileiro, também fiquei indignado, mas não surpreso, por ver a nossa Seleção fora das semi-finais do torneio.

Para começar, é bom deixar claro que o sr. Felipe Melo não tem culpa pela nossa derrocada. Afinal, ele não ordenou à comissão técnica do escrete nacional para ser convocado, nem muito menos para ser titular do meio-campo brasileiro.

 Sinceramente, o culpado também não é o mal-humorado Dunga: afinal ele levou para a África do Sul aquilo que considerava (erroneamente) como sendo o melhor para conquistar o hexacampeonato. E perdemos, assim como em 2006, quando tinhamos um grupo muito melhor e muito mais favorito do que o deste Mundial.

E é bom ressaltar que deu gosto ver o Brasil, sob o comando de Dunga, ser campeão da Copa América, da Copa das Confederações e ter terminado as Eliminatórias Sul-americanas na frente de rivais históricos como a Argentina (que também dançou neste Mundial, só que jogando um bom futebol).

Já o presidente da CBF, sr. Ricardo Terra Teixeira, este sim tem responsabilidade. Dirigente da entidade máxima do nosso esporte bretão tupiniquim, deveria exigir dos clubes ligados à confederação uma melhor condução das divisões de base, fontes para os nossos craques de amanhã. Não adianta agora vir a público e pedir uma renovação, se a própria CBF vai ganhando traços balzaquianos.

Uma renovação começa por toda a estrutura do futebol brasileiro, com a instituição de um calendário adaptado ao mercado exportador e com atração de investidores privados para modernizarem clubes, estádios, centros de treinamento e toda a infraestrutura do negócio futebolístico brasileiro. Mudanças essas que são necessárias para dar um novo gás ao nosso futebol, tão pobre dentro e fora de campo.

2014 está logo aí. Os preparativos para a Copa do Mundo brasileira ainda nem começaram. Só maquetes e mais maquetes, além de picuinhas políticas sem sentido. Até o final do mês conheceremos o novo comandante do selecionado nacional, que terá uma dura, mas não tão difícil missão, de montar uma nova equipe em que os jovens, assim como os experientes, tenham vez. Pato, Neymar, Ganso, Hernanes, Elias, Sandro, Lucas e outros tantos jogadores novos e promissores têm que ser testados com a amarelinha. Esta camisa pesa. Não é para qualquer um vestir este manto.

Boa sorte! Vai Brasil!!!

PS: Com a derrota da Celeste, os europeus decidirão a Copa 2010. Uma pena! Mas é bom ver que o futebol sul-americano ainda é forte. ¡Saludos a uruguayos, argentinos, paraguayos e chilenos!

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