Revitalização da Cracolândia está atrasada

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Estação Júlio Prestes, que abriga a Sala São Paulo. No canto direito da imagem, a Estação Pinacoteca, museu instalado no prédio onde funcionou a Administração da Estrada de Ferro Sorocabana e a antiga sede do Deops. Fonte: Blog da Regina Otani (http://reginayotani.blogspot.com/2011/05/restaurante-sala-sao-paulo.html)

Notícia do jornal Folha de S. Paulo de hoje (03/02/2012) informa que as ações para revitalização da região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo, estão atrasadas.

Entre outros equipamentos sociais, estão previstos um complexo cultural, que só começará a ser construído em 2013, uma escola técnica e um conjunto habitacional com mais de 2.600 moradias.

Estas iniciativas fazem parte do projeto Nova Luz, elaborado durante a gestão de José Serra e uma das principais bandeiras da gestão de Gilberto Kassab. A ideia é transformar a região da Luz, antes vista como a “Boca do Lixo“, em uma área dedicada a cultura e o saber, além de atrair para a região famílias e empresas interessadas em melhorar as condições de vida do local.

Para se ter uma ideia da importância da região, nela se encontram a Sala São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca do Estado, o Museu de Arte Sacra, o Parque da Luz (primeiro jardim público da cidade de São Paulo, inspirado em passeios públicos franceses), além de abrigar sedes de muitas instituições municipais e estaduais).

Eu, quando estagiei na Fundação Seade (órgão ligado à Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo e também situada na Luz), pude acompanhar uma apresentação do projeto. Se ele sair totalmente do papel, será um presente para os comerciantes e moradores que adotaram (e que virão a adotar) a região, que foi abandonada pelo poder público há muitos anos para se tornar palco do consumo de crack.

O meu medo, contudo, é que essas ações sejam apenas operações cosméticas, que sirvam apenas para “tapar o sol com a peneira” e esconder os verdadeiros problemas desta cidade, onde muitas vezes as populações de baixa (ou de nenhuma) renda são abandonadas à sua própria sorte, sendo atendidas paliativamente durante o período eleitoral.

Aguardaremos as cenas dos próximos capítulos.

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