A polarização está no segundo turno

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Fonte: UOL Eleições

Para quem achou que, finalmente, nesta eleição majoritária a disputa seria entre a “Terceira Via” e o Petismo, eis que as urnas mostraram que a polarização entre PT e PSDB continua mandando nos destinos da nação.

Nos dias em que antecederam o  1° turno, os institutos de pesquisa já mostravam que o candidato Aécio Neves iria para o segundo turno das eleições presidenciais. Na apuração dos votos, porém, o que se viu é que a diferença entre o projetado pelas pesquisas e os votos válidos foi muito maior.

Marina Silva, candidata do PSB (ou melhor: representante da Rede Sustentabilidade que herdou a vaga de postulante à presidência após a trágica morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos), teve uma votação expressiva. Entretanto, foi parecida com a que teve em 2010. Continua sendo uma alternativa interessante. Mas, e  daqui a 4 anos? Ela conseguirá oficializar seu partido e o seu método de fazer política?

Para a campanha da situação, um sinal de alerta. A vantagem não foi tão grande como os dados da pesquisa indicavam. Será que os ataques aos tucanos serão iguais aos de eleições passadas? E os tucanos, será que conseguirão convencer o eleitor “marineiro” de que é uma opção viável para fazer, se não uma Nova Política, um governo que o represente?

O legal, mesmo, foi ver que o número de votos brancos e nulos foi menor do que o registrado na última eleição presidencial. Em 2010, foram mais de 30 milhões de ausentes. Neste ano, “apenas” cerca de 27 milhões.

Agora, pergunto. Será que agora Dilma e Aécio divulgarão seus programas de governos?

Aguardemos os debates.

Manhã de domingo

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Daqui a pouco é hora de ir até o fundo da gaveta, ou em uma caixa empoeirada no guarda-roupa, ou revirar a casa inteira, para pegar um documento.

Depois de um café da manhã leve (ou reforçado, dependendo do tempo em que ficará fora de casa), pega o carro (ou vai a pé, ou de ônibus, de acordo com a distância) e vai em direção a um lugar que há tempos não ia. No caminho, encontrará conhecidos de não via há anos, por falta de tempo (ou por falta de vontade mesmo). Chega no endereço marcado,  se depara com papéis cheios de números e rostos sorridentes jogados no chão.

Subirá as escadas e pegará uma fila básica (afinal, adoramos ficar em uma fila, mesmo que seja numa manhã de domingo). Espera a sua vez tentando lembrar os números que, daqui a poucos segundos, serão registrados em uma máquina com tela pequena preto-e-branco.

Vai lá, entra na salinha, entrega o documento, vai até uma carteira coberta com papelão, digita algumas sequências numéricas, aperta algumas teclas para gravá-las na memória do terminal eletrônico. Pronto!!

Para alguns, um ritual automático. Para outros, a sentença que poderá mudar o seu destino.

Eleições. Obrigatórias por imposição, exercício de democracia para os que se importam.

Dia D

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A cada dois anos, os cidadãos brasileiros são convocados a comparecerem as urnas dos mais de 5000 municípios brasileiros para elegerem membros do Executivo e do Legislativo municipal, estadual e federal. No próximo dia 5, mais uma vez iremos novamente às seções eleitorais exercer o direito (que aqui no país é considerado um dever) ao sufrágio universal.

Durante 45 dias, os mais de 380 mil candidatos que concorrerão aos 5.563 cargos de prefeito e 52.137 vagas de vereador nas eleições de 2008 usaram o espaço dedicado aos partidos políticos na propaganda eleitoral gratuita. Agora, chegou a nossa vez de votar. Seja escolhendo um dos candidatos, seja optando por votar em branco, mas sempre tentando exercer o direito à democracia, por mais falho que o sistema às vezes parece ser.

Seja consciente. Faça a sua escolha!